Como se cadastrar no iFood para vender: requisitos, passo a passo e o primeiro dia

📅 28 de agosto de 2026 ⏱️ 11 min de leitura ✍️ Bruno Schneider
Como se cadastrar no iFood: dono de restaurante de avental preenchendo o cadastro no notebook

Para se cadastrar no iFood e vender, a loja precisa de CNPJ com CNAE de alimentação, conta bancária vinculada ao CNPJ (MEI pode usar conta de pessoa física), dados do responsável legal e endereço com CEP. O cadastro é feito em parceiros.ifood.com.br em cerca de dez telas, passa por validação e termina com a assinatura do contrato. Depois vêm cardápio, fotos, horário e o primeiro pedido.

O formulário do iFood leva uns vinte minutos. O que trava a maioria das lojas é o que vem antes dele (documento que não bate) e o que vem depois (loja aprovada sem cardápio, sem foto e sem ninguém para aceitar o pedido).

Este texto explica como se cadastrar no iFood do começo ao fim: o que separar, o que muda entre MEI e ME, cada tela do formulário, quanto tempo leva e o que fazer no primeiro dia. Toda regra e valor citados vêm do blog do iFood para Parceiros; onde a fonte não diz, o texto manda confirmar no próprio cadastro. Integrar o iFood a um sistema é outro assunto, tratado no artigo sobre como funciona a integração com o iFood.

O que o iFood pede antes do cadastro

O iFood pede três coisas do negócio: "CNPJ válido e Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no ramo alimentício", conta bancária vinculada ao CNPJ (ou ao responsável legal, no caso de MEI) e um computador com Windows a partir do 7 ou um celular Android para receber os pedidos. O resto são dados do responsável e do endereço. Separe tudo antes de abrir o formulário, porque ele pede na sequência.

Checklist: documentos e dados para o cadastro

Os dois últimos itens não são exigência para enviar o formulário, mas são o que faz a loja abrir no dia da aprovação em vez de uma semana depois.

MEI ou ME: o que muda no iFood

Na maior parte do cadastro, nada muda: o iFood aceita CNPJ de qualquer porte com CNAE de alimentação. As diferenças estão na conta bancária e no que o MEI pode fazer como empresa. A tabela separa o que tem fonte pública do que precisa ser confirmado.

ItemMEIME (ou porte maior)
CNPJObrigatórioObrigatório
CNAEPrecisa estar na lista de atividades permitidas ao MEI e ser de alimentaçãoQualquer CNAE de alimentação
Conta bancária no cadastroPode ser a conta de pessoa física do titular (blog do iFood)Conta em nome do CNPJ
Limite de faturamentoTeto anual do MEI definido em lei; passar dele obriga a mudar de porteSem teto para vender no iFood
FuncionáriosUm contratado, pela regra do MEISem limite pela regra do porte
Nota fiscal do pedidoDepende do estado e do tipo de cliente; confirme com o contadorEm geral precisa emitir NFC-e ou NF-e por venda
Planos, comissão e mensalidadeIguais para todos os portes no cadastro; confirme na tela do planoIguais; confirme na tela do plano

Para quem ainda vai abrir o CNPJ, a decisão entre MEI e ME é do contador, e vale tomar antes do cadastro: mudar o porte depois exige atualizar dados e conta na plataforma. Quem começa como MEI e cresce bate primeiro no teto de faturamento, e delivery em cidade média chega lá em menos tempo do que o dono imagina.

O blog do iFood para Parceiros pede que o estabelecimento mantenha o CNPJ ativo "em até 1 ano após o seu cadastro", o que sugere alguma exceção para quem começa sem CNPJ. Os detalhes não estão publicados; se o seu caso for esse, confirme com o iFood antes de contar com isso.

Como se cadastrar no iFood passo a passo

O cadastro é feito em parceiros.ifood.com.br. A ordem abaixo segue as telas descritas pelo próprio iFood, com o que costuma travar em cada uma.

As dez telas do cadastro

  1. Escolha o tipo de loja. A primeira tela pergunta o que você vende (restaurante, mercado, bebidas e outros). Restaurante é o caminho deste texto.
  2. Preencha o formulário de contato. Nome, e-mail e telefone. O e-mail daqui vira o canal de tudo que vem depois: use um que alguém da loja abre todo dia.
  3. Informe o endereço da loja com CEP. Ele define a área de entrega e aparece para o cliente, então precisa ser o ponto de onde o pedido sai.
  4. Digite os dados do responsável legal: nome, CPF e RG. Precisa ser a mesma pessoa do contrato social ou do certificado de MEI; divergência aqui é o motivo mais comum de cadastro devolvido.
  5. Preencha os dados comerciais: CNPJ, razão social, telefone e especialidade da cozinha (pizza, lanches, marmita, japonesa). A especialidade define em que categoria o cliente te encontra.
  6. Escolha o plano. O iFood oferece o Básico, em que a loja entrega com motoboy próprio, e o Entrega, em que o iFood cuida da entrega e do pagamento. Na data em que o blog do iFood para Parceiros publicou os valores, o Básico tinha comissão de 12% e o Entrega, comissão de 23%, com taxa de 3,2% sobre pagamento pelo app nos dois, e uma mensalidade cobrada só no mês em que a loja passa de um piso de venda. Os valores mudam; confirme na tela. A conta de quanto isso pesa no prato está no artigo sobre quanto custa vender no iFood.
  7. Revise tudo. Nome fantasia com erro de digitação vai para o app assim mesmo.
  8. Escolha o e-mail de acesso ao Portal do Parceiro. Pode ser o mesmo do passo 2.
  9. Aguarde a análise. O iFood valida CNPJ, CNAE, responsável e conta. Se algo não bater, o retorno pede correção pelo mesmo e-mail.
  10. Assine o contrato que chega por e-mail. A partir da assinatura, o acesso ao Portal do Parceiro é liberado e começa a configuração da loja.

Preencha do computador, com o cartão CNPJ e o contrato social abertos ao lado. Cadastro feito pelo celular, de memória, é o que mais volta com pedido de correção.

Vai abrir a loja no iFood? Chegue no primeiro dia com PDV, cardápio e impressora prontos para o pedido cair.

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Quanto tempo leva e o que fazer enquanto espera

O blog do iFood para Parceiros diz que a validação leva "normalmente, de 2 a 30 dias úteis", e que a ativação depois da assinatura do contrato acontece "entre 24 e 72 horas". O mesmo texto avisa que o tempo total depende de quão rápido a loja configura cardápio e fotos. O prazo curto é de quem mandou tudo certo de primeira; o longo, de quem foi corrigindo documento a cada retorno.

Os dias de espera servem para três coisas.

Cardápio. O Portal do Parceiro oferece três caminhos: digitar item por item, enviar o cardápio em PDF para leitura automática, ou deixar o time do iFood digitar. Os três pedem que a loja já tenha decidido o que entra no delivery, com nome, descrição curta e preço. Prato que não viaja bem (fritura que murcha, sobremesa gelada em dia quente) fica de fora.

Fotos. Fundo limpo, luz natural, prato inteiro no enquadramento, formato horizontal. Uma tarde com um celular e uma mesa perto da janela resolve os dez itens mais vendidos.

Configuração da loja. Horário de funcionamento igual ao real, área de entrega compatível com o que o motoboy dá conta, tempo de preparo honesto e formas de pagamento. Horário cadastrado diferente do horário real gera cancelamento por "loja fechada", e cancelamento seguido leva a loja para o fechamento preventivo; o artigo sobre bloqueio no iFood mostra como isso acontece.

Aprovado: o primeiro dia vendendo no iFood

A loja aprovada aparece no app assim que é aberta no Gestor de Pedidos, e o primeiro pedido pode chegar em minutos. O que precisa estar pronto antes de abrir:

Onde o pedido cai. O Gestor de Pedidos do iFood roda no computador com Windows ou no celular Android, com o som ligado. É o mínimo. Loja que já tem sistema de gestão recebe o pedido do iFood dentro do próprio PDV, sem tablet separado, e o pedido segue para a cozinha e para a impressora pelo mesmo caminho dos outros canais; com a loja aprovada, essa integração leva três passos (abrir a conta do iFood, colar um código de autorização e escolher o usuário que aceita os pedidos), descritos no artigo sobre integração.

Impressora. O pedido precisa sair em papel na cozinha no segundo em que é aceito. Cozinha lendo pedido na tela do celular esquece item.

Quem aceita. Pedido que fica sem confirmação pausa a loja automaticamente. Defina antes quem olha o Gestor no pico, ou deixe o aceite automático no sistema integrado.

Horário reduzido nos primeiros dias. O próprio iFood sugere abrir em janela menor no começo, no horário de pico, para testar o fluxo com a equipe sem fila de vinte pedidos.

Código do item. Se a loja usa sistema, cada item do cardápio do iFood precisa do código do produto no campo Código PDV, para que o pedido chegue reconhecido, com estoque, nota e relatório funcionando. O preenchimento está no artigo sobre código do iFood.

O SisFood é uma plataforma de gestão e automação para restaurantes com foco em operação e aumento de lucro. No primeiro dia no iFood, o papel dele é receber o pedido no mesmo PDV do balcão e do delivery próprio, imprimir na cozinha, abrir e fechar a loja do iFood de dentro do sistema e deixar o dono olhando para a cozinha em vez de para o tablet.

Perguntas frequentes

Precisa de CNPJ para vender no iFood?

Sim. O blog do iFood para Parceiros lista como requisito CNPJ válido com CNAE no ramo alimentício e conta bancária vinculada ao CNPJ. O mesmo texto pede que o CNPJ esteja ativo em até 1 ano após o cadastro, o que indica alguma exceção para começar sem ele; os detalhes não estão publicados.

MEI pode se cadastrar no iFood?

Pode, desde que o CNAE do MEI seja de alimentação. A diferença prática no cadastro é a conta bancária: para MEI, o iFood autoriza a conta de pessoa física do titular. Os limites de faturamento e de funcionário são os da regra do MEI, e valem para o negócio inteiro, não só para o iFood.

Quanto tempo demora para se cadastrar no iFood?

Segundo o blog do iFood para Parceiros, a validação leva normalmente de 2 a 30 dias úteis, e a ativação depois da assinatura do contrato acontece entre 24 e 72 horas. Cadastro com documentos corretos e cardápio pronto fica perto do prazo curto; cada correção pedida empurra para o longo.

Quanto custa vender pelo iFood?

Há dois planos: Básico, com entrega própria, e Entrega, com entrega e pagamento pelo iFood. Os percentuais publicados pelo iFood no blog para Parceiros eram comissão de 12% no Básico e 23% no Entrega, mais 3,2% sobre pagamento pelo app, além de uma mensalidade que só é cobrada quando a loja passa de um piso de venda no mês. Confirme na tela do plano, porque mudam.

Preciso de sistema para vender pelo iFood?

Não. O Gestor de Pedidos do iFood, no computador ou no Android, basta para receber e aceitar pedidos. O sistema entra quando a loja quer o pedido do iFood no mesmo PDV dos outros canais, com impressão na cozinha, estoque, nota fiscal e aceite automático.

Conclusão

Como se cadastrar no iFood é a parte fácil: dez telas com CNPJ, CNAE, responsável e conta bancária. O que define se a loja vende no primeiro dia é o que fica pronto durante a espera: cardápio, fotos, horário real e um lugar onde o pedido cai e é aceito em tempo. Se você quer chegar na aprovação com o PDV, a impressora e o cardápio prontos, é só chamar.

Primeiro dia no iFood sem tablet solto no balcão

Pedido do iFood caindo no mesmo PDV do balcão e do delivery próprio, impressão na cozinha, aceite automático e a loja do iFood aberta e fechada de dentro do sistema. Se a aprovação está chegando, dá para deixar tudo pronto antes.

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