Planilha de Controle de Estoque para Restaurante: 5 abas prontas + exemplo preenchido

📅 28 de agosto de 2026 ⏱️ 11 min de leitura ✍️ Bruno Schneider
Prateleiras de insumos de restaurante organizadas por categoria

Uma planilha de controle de estoque para restaurante precisa de cinco abas: cadastro de insumos com estoque mínimo, entradas por compra, saídas por consumo, inventário com a contagem física ao lado do saldo e alerta do que está abaixo do mínimo. O saldo da planilha é estoque inicial + entradas − saídas. A diferença entre esse saldo e a contagem é a perda que ninguém anotou durante a semana.

"A carne acabou no sábado às 21h, mas a planilha dizia que tinha 6 quilos. Ela não estava errada: só ninguém lançou a quinta e a sexta."

Aqui está a estrutura inteira: cinco abas, colunas com nome, uma semana preenchida com valores de exemplo, a conta do estoque mínimo e um CSV que abre no Excel e no Google Sheets sem cadastro. Os argumentos para largar a planilha ficam com o artigo sobre como controlar estoque de restaurante sem planilha; este aqui é sobre montar o arquivo e mantê-lo vivo.

O que a planilha de controle de estoque precisa ter

Cinco abas, nesta ordem: Cadastro de insumos, Entradas, Saídas, Inventário e Alerta de mínimo.

A separação segue quem preenche e quando. O cadastro é feito uma vez. Entradas e saídas são lançamento bruto, uma linha por evento, digitadas por quem recebe a mercadoria e por quem fecha o turno. Inventário e alerta são leitura por fórmula, olhados pelo dono na segunda de manhã. Quando tudo mora numa aba só, o saldo vira conta refeita à mão, e é na semana corrida que a planilha morre.

Baixe o modelo pronto — as cinco abas em blocos, com a semana de exemplo preenchida.

⬇️ Baixar planilha em CSV Abre no Excel e no Google Sheets. Recorte cada bloco para uma aba própria.

Aba 1 — Cadastro de insumos

ColunaO que vai nela
Descrição do insumoNome como aparece na cozinha: "Pão de hambúrguer", "Carne moída bovina"
TipoUnidade, kilo ou litro
Estoque atualQuantidade da última contagem
Estoque mínimoAbaixo disso, compra (a conta está na aba 5)
Preço de custoÚltimo preço pago, por unidade, quilo ou litro
Compõe CMV?Sim ou não. Guardanapo e material de limpeza entram no estoque, mas não no CMV
Data de vencimentoDo lote que está na prateleira
CategoriaProteína, hortifruti, laticínio, bebida, embalagem, limpeza
FornecedorQuem entrega, para a aba de entradas puxar

As sete primeiras colunas, nessa ordem, são as que a importação de insumos do SisFood lê de um arquivo CSV ou Excel. Se um dia a planilha virar sistema, essa aba entra sem redigitar. Categoria e fornecedor ficam depois porque a importação não os usa.

Um detalhe que decide se a planilha funciona: a unidade tem que ser a em que o insumo sai, não a em que ele entra. Queijo que chega em peça de 3 kg e sai em fatia de 20 g é cadastrado em kilo, com a saída lançada em 0,020.

Aba 2 — Entradas (compras)

ColunaO que vai nela
Data de entradaDia em que a mercadoria chegou (a data da compra fica na nota)
InsumoMesmo nome da aba 1
QuantidadeNa unidade da aba 1, conferida na balança do recebimento
Preço unitárioO da nota, já com frete rateado se houver
TotalQuantidade × preço unitário
FornecedorQuem entregou
Nota fiscalNúmero da NF-e, para achar o XML depois
Validade do loteVai para a coluna de vencimento da aba 1 se for a mais curta

A coluna de preço unitário é a que muda o resto. Toda entrada nova deve atualizar o preço de custo da aba 1, porque é ele que alimenta a ficha técnica do prato e, por tabela, o CMV. Carne comprada a R$ 28 o quilo em março e paga a R$ 32 em agosto, sem atualizar a aba 1, dá uma margem que já não existe.

Aba 3 — Saídas e consumo

ColunaO que vai nela
DataDia da saída
InsumoMesmo nome da aba 1
QuantidadeNa unidade da aba 1
MotivoVenda, perda, quebra, vencido, consumo da equipe, cortesia
Quem lançouNome de quem fechou o turno

O motivo é a coluna que paga o trabalho de preencher. Se todas as saídas virarem "venda", a aba de inventário mostra a diferença, mas não diz de onde ela veio. Com o motivo separado, o fim do mês diz quanto foi para o lixo por vencimento e quanto a equipe consumiu.

Aqui aparece o primeiro limite prático. Lançar a saída de venda insumo a insumo significa somar no fim do turno quantos hambúrgueres saíram e converter em pão, carne e queijo; com 40 itens no cardápio e três canais de venda, isso vira estimativa semanal, e a planilha passa a controlar só perda e compra.

Aba 4 — Inventário: a contagem contra a planilha

ColunaComo se calcula
InsumoUm por linha, todos da aba 1
Saldo inicialContagem do inventário anterior
EntradasSoma da aba 2 no período
SaídasSoma da aba 3 no período
Saldo da planilhaSaldo inicial + entradas − saídas
Contagem físicaContado na prateleira, geladeira e freezer
DiferençaContagem − saldo da planilha
Diferença em R$Diferença × preço de custo da aba 1

Essa é a aba que justifica as outras três. A diferença entre o que a planilha diz e o que está na prateleira é a perda que ninguém lançou, e em reais, somada no mês, costuma ser o número que faz o dono levar o controle a sério.

Exemplo preenchido: uma semana de hamburgueria

Uma hamburgueria de bairro, cinco insumos, uma semana. Valores fictícios, só para mostrar a conta fechando.

InsumoSaldo inicialEntradasSaídasSaldo da planilhaContagemDiferençaDiferença em R$
Pão de hambúrguer (un)1203003408074−6−R$ 5,40
Carne moída (kg)8,030,032,45,64,9−0,7−R$ 22,40
Queijo fatiado (kg)2,06,05,42,62,60R$ 0,00
Batata congelada (kg)10,024,027,07,06,2−0,8−R$ 11,20
Refrigerante lata (un)481201313733−4−R$ 12,40
Semana−R$ 51,40

Os 32,4 kg de carne saíram de 180 hambúrgueres a 180 g cada, como manda a ficha técnica. Os 700 g a menos na contagem são o que sobra quando a chapa pesa 185 g em vez de 180. Cinquenta reais na semana é pouco; em 30 insumos, doze meses, deixa de ser.

Quer entender por que a contagem manual é o ponto em que a planilha para de acompanhar a operação?

Ler o guia de controle de estoque

Aba 5 — Alerta de estoque mínimo

ColunaComo se calcula
InsumoPuxado da aba 1
Estoque atualContagem mais recente
Estoque mínimoDa aba 1
Situação"Comprar" se atual ≤ mínimo; "OK" se acima
Quantidade sugeridaConsumo de uma semana − estoque atual

A aba só funciona se o mínimo da aba 1 tiver sido calculado. A conta:

Estoque mínimo = consumo médio por dia × prazo de reposição do fornecedor + margem de segurança

Com a carne do exemplo (ilustrativo): 32,4 kg na semana dá cerca de 4,6 kg por dia; o açougue entrega em 2 dias, então 9,2 kg cobrem a espera; com 20% de margem para o sábado e o atraso, o mínimo fica em uns 11 kg. Com 4,9 kg na contagem da segunda, a linha aparece como "Comprar".

A margem depende do insumo: o que estraga rápido pede margem menor e pedido mais frequente; o seco, com fornecedor que só passa na terça, pede margem maior.

A rotina que mantém a planilha viva

Recebimento, turno, segunda e dia 1º

  1. Ao receber mercadoria. Quem recebe pesa, confere contra a nota e lança na aba 2 na hora, com o número da NF-e. Se ficar para depois, a nota some na gaveta.
  2. No fechamento de cada turno. Quem fecha lança as saídas do dia na aba 3, com motivo. Perda e quebra entram no dia em que acontecem.
  3. Toda segunda de manhã. Contagem dos insumos de maior custo (proteína, queijo, bebida) e aba 4 só para eles. Meia hora.
  4. Todo dia 1º. Contagem completa, aba 4 inteira, diferença em reais somada no mês.
  5. A cada compra grande. Atualizar o preço de custo na aba 1, senão a ficha técnica e o CMV ficam com preço velho.

O passo 3 é o que a maioria pula, e é o que pega o furo com uma semana de atraso em vez de quatro.

Onde a planilha quebra

Funciona bem num balcão com cardápio curto e um dono conferindo. Três coisas rompem esse arranjo.

A saída por venda é digitada. Cada hambúrguer vendido precisa virar uma baixa de pão, carne e queijo, e ninguém faz isso pedido a pedido no pico de sexta. Um sistema com controle de estoque ligado ao PDV faz essa baixa no momento da venda, pelos insumos da ficha técnica.

A ficha técnica mora em outro lugar. A planilha de estoque não sabe que um X-burger consome 180 g de carne. Quem sabe é a ficha técnica, e as duas só conversam se alguém fizer a conversão à mão.

A nota fiscal é digitada item a item. Nota com 14 itens é 14 linhas na aba 2 e 14 preços de custo para atualizar na aba 1. O XML da NF-e já traz tudo isso, e importar o XML no estoque elimina a digitação e atualiza o custo no mesmo passo.

A planilha que chegou até a aba 4 já ensinou o que a operação precisa medir; o sistema entra para tirar a digitação do meio.

O que muda com um sistema

O SisFood é uma plataforma de gestão e automação para restaurantes com foco em operação e aumento de lucro, e o estoque nele nasce da venda. A tela de Estoque e Compras mostra os cards de situação (normal, alerta, baixo e sem estoque) calculados sobre o estoque mínimo de cada item e monta a lista de compras a partir do que está em alerta ou crítico.

A entrada vem pelo XML da NF-e: o sistema cruza cada item da nota com os produtos e insumos cadastrados, você confirma o vínculo, e estoque e preço de custo atualizam juntos. A saída acontece na venda, pela ficha técnica, valendo para produto simples, pizza por tamanho e adicionais. E a aba 1 desta planilha entra pela importação de insumos, que aceita CSV, XLS e XLSX com as sete primeiras colunas na ordem descrita acima.

O que o sistema não faz

O SisFood não tem uma tela de inventário com lista de contagem: a conferência física continua sendo sua, ajustando o estoque atual de cada item na tela. O ajuste manual não tem campo de motivo (perda, quebra, vencido), não há controle por lote e o alerta de mínimo é a cor na tela, sem aviso por WhatsApp ou e-mail. A aba 4 desta planilha continua útil mesmo com o sistema.

Perguntas frequentes

Como fazer uma planilha de controle de estoque para restaurante?

Monte cinco abas: cadastro de insumos com unidade, preço de custo e estoque mínimo; entradas por compra; saídas com motivo; inventário comparando o saldo calculado com a contagem física; e alerta do que está abaixo do mínimo. A fórmula central é saldo = estoque inicial + entradas − saídas, e a diferença para a contagem é a perda não registrada.

Quais colunas uma planilha de estoque precisa ter?

No cadastro: descrição, tipo, estoque atual, estoque mínimo, preço de custo, compõe CMV, validade, categoria e fornecedor. Nas entradas: data, insumo, quantidade, preço unitário, total, fornecedor e nota fiscal. Nas saídas: data, insumo, quantidade, motivo e quem lançou.

Como calcular o estoque mínimo de cada insumo?

Consumo médio por dia multiplicado pelo prazo de reposição do fornecedor, mais uma margem de segurança. Um insumo que consome 4,6 kg por dia com entrega em 2 dias precisa de 9,2 kg para cobrir a espera; com 20% de margem, o mínimo fica em torno de 11 kg. A margem varia com a perecibilidade e com a confiança no fornecedor.

A diferença entre a contagem e a planilha é sempre perda?

Quase sempre é perda não registrada: porção acima da ficha técnica, quebra sem lançamento, consumo da equipe, cortesia ou desvio. A coluna de motivo na aba de saídas é o que separa um do outro. Diferença positiva, com mais na prateleira do que na planilha, costuma ser entrada não lançada.

Dá para importar a planilha de estoque para um sistema?

A aba de cadastro, sim. O SisFood importa insumos de CSV, XLS ou XLSX lendo descrição, tipo, estoque atual, estoque mínimo, preço de custo, compõe CMV e data de vencimento, nessa ordem, pulando o cabeçalho. Entradas e saídas passadas não entram; depois da migração, a entrada vem do XML e a saída, da venda.

Conclusão

Uma planilha de estoque com cinco abas resolve o controle de um restaurante pequeno enquanto alguém lançar entrada no recebimento, saída no fechamento e contar os insumos caros toda segunda. Baixe o modelo, ajuste categorias e fornecedores e comece pela aba de inventário, que é onde o número aparece.

Quando a digitação da saída começa a atrasar

Baixa de insumo na venda pela ficha técnica, entrada pelo XML com preço de custo atualizado e lista de compras pelo estoque mínimo. Veja o estoque do SisFood rodando com o seu cardápio.

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