Tabela NCM para Restaurantes 2026: Lista Completa + Como Usar na Prática

📅 Atualizado em 27 de abril de 2026 ⏱️ Leitura: 12 minutos ✍️ Bruno Schneider

Cadastrar produto novo no PDV e travar no campo NCM é cena recorrente em restaurante. Parece detalhe, mas é uma das principais causas de autuação fiscal no setor. É o tipo de erro que se acumula em silêncio mês após mês, até a fiscalização cruzar dados do SPED e a conta chegar com juros. NCM trocado também trava NFC-e no horário de pico, justamente quando o caixa precisa rodar.

Este guia organiza a tabela NCM para restaurantes por categoria (alimentos, bebidas, marmitex, delivery) e cobre quando usar cada código, como descobrir a classificação correta e como evitar os erros que mais aparecem em fiscalização. Linguagem da operação real, não de prova para concurso de auditor fiscal.

O NCM é o código de 8 dígitos que identifica a mercadoria na nota fiscal, padronizado no Mercosul. Todo restaurante que emite NFC-e ou NF-e (comida, bebida, marmitex, delivery) precisa cadastrar o NCM correto de cada item do cardápio. Os mais usados no setor: 1905.90.90 (pizza, salgados, lanches), 2202.10.00 (refrigerante), 2203.00.00 (cerveja), 2201.10.00 (água mineral). Configurar isso desde o início, junto com o contador, reduz risco de autuação retroativa e de rejeição da NFC-e por código inválido.

O que é NCM e para que serve no restaurante?

NCM significa Nomenclatura Comum do Mercosul: código de 8 dígitos usado para classificar mercadorias dentro do bloco econômico que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Cada produto físico que circula no comércio tem um NCM correspondente.

Na rotina do restaurante, o NCM aparece em três momentos:

O código tem função dupla: padroniza a comunicação com o fisco e define o tratamento tributário de cada item. Ao emitir uma NFC-e de uma porção de fritas com refrigerante, o sistema usa o NCM de cada produto para calcular IPI, PIS, Cofins e ICMS. Errar o código significa calcular imposto errado.

💡 Em uma frase: NCM é o "RG" da mercadoria na nota fiscal. Sem ele, o produto não sai do balcão para o cliente com nota válida.

Restaurante precisa usar NCM? Quando é obrigatório

A resposta curta é: depende do que está sendo vendido e de qual nota é emitida. Vale destrinchar a parte prática.

Quando o NCM é obrigatório

Sempre que houver circulação de mercadoria e a emissão for de NFC-e (modelo 65) ou NF-e (modelo 55), o NCM é obrigatório em cada item. Isso cobre praticamente toda a operação típica do setor:

🥤 Bebidas
ProdutoNCMDescrição
Refrigerante (cola, guaraná)2202.10.00Águas adicionadas de açúcar e aromatizadas
Suco de fruta industrializado2009.89.00Sucos de outras frutas, não fermentados
Suco natural feito no restaurante2009.89.00Sucos de frutas não fermentados (varia por fruta, ver NCM do suco)
Cerveja em garrafa/lata2203.00.00Cervejas de malte
Vinho tinto / branco2204.21.00Vinhos em recipientes de até 2 litros
Cachaça / aguardente2208.40.00Rum e outras aguardentes de cana
Água mineral2201.10.00Águas minerais e gaseificadas
Água com gás2201.10.00Águas gaseificadas
Café em xícara (preparado)2101.11.10Extratos de café
Energético2202.99.00Outras bebidas não alcoólicas
🍔 Comida Pronta, Marmitex e Delivery
ProdutoNCMDescrição
Marmitex (refeição pronta mista)2106.90.90Preparações alimentícias não especificadas
Marmitex à base de carne1602.50.00Preparações de carne bovina
Marmitex à base de frango1602.32.00Preparações de galos/galinhas
Lasanha pronta (congelada)1902.20.00Massas alimentícias recheadas
Pizza pronta1905.90.90Produtos de panificação preparados
Hambúrguer congelado (industrializado)1602.50.00Preparações de carne bovina temperada (ver NCM do hambúrguer)
Lanche montado na lanchoneteSem NCM próprio: industrialização do estabelecimento, sai por CFOP 5101 (RICMS-SP art. 4º I "a")
Sushi / temaki2106.90.90Preparações alimentícias diversas
Salgados (coxinha, pastel)1905.90.90Produtos de panificação salgados
Açaí na tigela com complementos2106.90.90Preparação composta sem caráter essencial definido (ver NCM do açaí)
Sorvete (com leite)2105.00.10Sorvetes e produtos similares
Sopa pronta / caldo2104.10.00Preparações para caldos e sopas (ver NCM da refeição)
Salada pronta (mix vegetal)2106.90.90Preparações alimentícias diversas
🍽️ Alimentos e Ingredientes
ProdutoNCMDescrição
Arroz beneficiado1006.30.21Arroz polido, branco, embalado
Feijão preto / carioca0713.33.99Feijão seco em grão
Carne bovina fresca0201.30.00Carne bovina sem osso, fresca ou refrigerada
Carne bovina congelada0202.30.00Carne bovina sem osso, congelada
Carne suína0203.29.00Carne de suíno, fresca ou refrigerada
Frango (peito, coxa, etc.)0207.14.00Pedaços de galos/galinhas, congelados
Massa para macarrão (seca)1902.19.00Massas alimentícias não cozidas, sem ovos
Massa fresca (lasanha, ravióli)1902.20.00Massas recheadas
Pão francês / pão de forma1905.90.90Produtos de panificação
Queijo mussarela0406.10.10Queijo fresco
Óleo de soja1507.90.11Óleo refinado, em embalagem para varejo
Açúcar refinado1701.99.00Açúcar de cana refinado
Sal de cozinha2501.00.20Sal de mesa
Tempero pronto / molhos2103.90.21Preparações para temperar e molhos
⚠️ Importante: Os códigos acima são referência prática para o setor. Cada restaurante deve validar a classificação com seu contador, pois pequenas variações na composição (ex: marmitex predominantemente vegetal vs. à base de carne) mudam o NCM correto. Use esta tabela como guia, não como verdade absoluta.

Quando o NCM não se aplica

Quando o estabelecimento opera exclusivamente como prestador de serviço e emite apenas NFS-e (nota de serviço, ISS municipal), o NCM não entra na equação. É o caso de alguns buffets fechados que faturam o evento como serviço completo.

Na prática brasileira, contudo, a quase totalidade dos restaurantes opera em regime misto (mercadoria mais serviço) ou puramente como mercadoria. Por isso, o NCM ocupa lugar fixo na rotina.

Diferença entre venda de produto e venda de serviço

Esse é um ponto que costuma confundir. Em regra geral simplificada:

Tipo de operaçãoNota emitidaUsa NCM?
Venda no balcão / consumo no localNFC-eSim
Delivery próprioNFC-eSim
Venda via iFood/Aiqfome/99Food (com nota emitida pelo restaurante)NFC-eSim
Marmitex / comida prontaNFC-eSim
Buffet de evento (pacote fechado)NFS-e (ISS)Não
Venda de mercadoria para outra empresa (PJ)NF-eSim
⚠️ Atenção: A classificação correta da operação (mercadoria x serviço) varia conforme o município, o regime tributário do restaurante (Simples Nacional, Lucro Presumido, etc.) e o tipo de cliente. Sempre valide com seu contador antes de definir o padrão fiscal do PDV.

Qual a tabela NCM completa para restaurantes por categoria?

Esta é provavelmente a parte que motivou a busca pelo guia. Os códigos NCM mais usados em restaurantes aparecem aqui organizados por categoria, justamente para facilitar a consulta no cadastro do sistema. São códigos comuns no setor; como cada produto tem composição própria, vale validar com o contador antes de gravar definitivamente no PDV.

📘 Como usar esta tabela: tome os códigos abaixo como ponto de partida. Os NCMs listados são amplamente aplicados no food service, mas a classificação final depende da composição exata do prato, do modo de preparo e da legislação vigente.

Como descobrir o NCM correto de um produto?

Há quatro caminhos confiáveis para descobrir o código NCM de alimentos e bebidas. Em caso de dúvida, vale combinar mais de um. Cruzar a informação evita erro silencioso.

1. Nota fiscal do fornecedor

É o caminho mais rápido e prático. Quando o fornecedor entrega o pacote de arroz, a caixa de refrigerante ou a peça de carne, a nota fiscal de entrada já chega com o NCM classificado. Para insumos revendidos exatamente como vieram do fornecedor (uma lata de refrigerante, por exemplo), basta replicar o NCM no cadastro do restaurante.

A atenção fica em torno da transformação do produto. Quando se compra arroz cru e ele é vendido como prato pronto, o NCM muda, porque o item que sai do balcão já não é mais arroz, e sim uma preparação alimentícia.

2. Tabela TIPI da Receita Federal

A TIPI (Tabela de Incidência do IPI) é a fonte oficial. Reúne todos os NCMs vigentes no Brasil, está publicada no site da Receita Federal e é atualizada por decretos e resoluções.

É confiável, mas tem um lado pouco amigável: é técnica, longa e nada fácil de navegar. Para o restaurante consultar a TIPI a cada produto novo, perde-se muito tempo. Daí ela costuma servir como validação final, não como ponto de partida da pesquisa.

3. Contador

É quem dá a palavra final nas dúvidas mais cabeludas. O contador conhece o regime tributário do restaurante, as particularidades do estado e tem acesso a ferramentas de classificação fiscal. Para produtos novos no cardápio, especialmente preparações compostas (marmitex, sushi, prato executivo), vale confirmar com ele antes de cadastrar.

4. Sistema de gestão para restaurante

Um sistema de gestão sério ajuda a manter o cadastro de produto organizado, com NCM, CFOP e demais campos fiscais preenchidos antes de o item ir para o cardápio. Isso reduz o risco de erro operacional, sobretudo em restaurante com cardápio extenso ou alta rotatividade de itens.

O ganho prático é direto: cadastro padronizado, menos retrabalho no fechamento mensal e dado fiscal consistente entre o cadastro de produto e a emissão de NFC-e.

✅ Dica prática: defina um padrão interno no restaurante e nomeie um responsável (gerente, dono ou contador) para aprovar qualquer NCM novo antes do cadastro no PDV. Sem essa válvula, o caixa lança códigos aleatórios e o erro acaba se espalhando pelo cardápio.

Quais são os erros mais comuns ao usar NCM em restaurantes?

Em fiscalizações reais, alguns erros aparecem com frequência. Conhecê-los antecipadamente economiza muito dinheiro:

Usar código errado por descuido

Acontece sobretudo quando o caixa cadastra um produto novo na correria do horário de pico, escolhe qualquer NCM da lista que pareça compatível e ninguém revisa depois. Três meses adiante, o restaurante já emitiu centenas de notas com classificação incorreta.

Copiar de fontes informais

Blogs aleatórios, fóruns e grupos de WhatsApp são péssimas fontes para NCM. A informação pode estar desatualizada, errada ou aplicada a um produto de composição diferente. O caminho seguro é sempre fonte oficial ou validação do contador.

Não atualizar a tabela

A TIPI muda. Códigos são desativados, outros são criados, descrições recebem ajuste. Se o cadastro de produtos ficou parado por dois anos, é praticamente certo que existe NCM desatualizado lá dentro. Revisão anual é o mínimo.

Confundir produto com serviço

Restaurante que aceita pedido de evento (buffet, casamento, festa de empresa) costuma misturar nota de mercadoria com nota de serviço sem critério. Esse cenário embaralha NCM, CFOP e regime tributário. Vale alinhar com o contador qual operação é mercadoria e qual é serviço, e padronizar isso no sistema.

Cadastrar o mesmo produto duas vezes com NCMs diferentes

Em redes com várias lojas, é comum o "Refrigerante 350ml" aparecer em uma unidade com NCM 2202.10.00 e em outra com um código antigo. O resultado é divergência fiscal entre filiais e dor de cabeça em auditoria. A saída é centralizar o cadastro de produto em um único ponto.

Qual o NCM de marmitex e comida pronta no delivery?

Essa é uma das áreas que mais geram dúvida. Marmitex, quentinha, comida pronta congelada e refeições montadas em embalagem para viagem têm classificação fiscal própria, distinta da matéria-prima usada no preparo.

Marmitex tradicional (arroz, feijão, carne, salada)

Quando o restaurante vende marmitex como mercadoria, a classificação geralmente cai em um destes códigos, dependendo da composição predominante:

O ponto técnico está no conceito de "predominância". Se 60% do volume da marmitex é carne preparada, parte dos contadores classifica como 1602. Quando há mistura proporcional dos componentes, o 2106.90.90 costuma ser o caminho. É um juízo técnico que varia entre profissionais. Por isso a importância de definir um padrão interno e segui-lo de ponta a ponta.

Pizza, hambúrguer e sanduíches no delivery

Pizza pronta cai em 1905.90.90 (produto de panificação com recheio ou cobertura). Já o hambúrguer e sanduíche montados na lanchonete não têm NCM próprio: a operação é tratada como industrialização do estabelecimento e sai por CFOP 5101 (venda de produção do estabelecimento), conforme RICMS-SP art. 4º, I, "a". O NCM do hambúrguer detalha o racional, incluindo o tratamento de cada insumo (carne, pão, queijo) no estoque.

Sushi, temaki e culinária oriental

Por se tratarem de preparações compostas que não se encaixam claramente em capítulos específicos, costumam ser classificadas em 2106.90.90.

Pedidos via iFood, Aiqfome, 99Food e marketplaces

O NCM é o mesmo do produto vendido no balcão. O que muda é o canal de venda, não a mercadoria. Se o pedido sai do iFood com nota emitida pelo restaurante, o NCM do hambúrguer é o mesmo independentemente de o pedido ter ido pelo motoboy ou sido consumido na mesa.

📌 Resumo prático: no delivery, o NCM acompanha o produto. Não existe um "NCM de delivery" separado. O que muda é o CFOP da operação (intra ou interestadual); a classificação da mercadoria continua a mesma.

O que acontece se usar NCM errado na nota fiscal?

Errar NCM está longe de ser erro inofensivo. Os efeitos vão se acumulando e podem virar passivo fiscal sério. Entre os principais riscos:

Multa por erro de classificação

A legislação prevê multa de 1% sobre o valor da operação por erro de classificação fiscal, com valor mínimo definido em norma. Em um restaurante que fatura R$ 100.000 por mês, esse percentual representa valor relevante quando o erro é sistêmico em todo o cardápio.

Recolhimento incorreto de tributos

NCM diferente significa alíquota diferente de IPI, PIS, Cofins e ICMS. Caso o restaurante tenha recolhido menos do que devia em razão de NCM errado, o fisco cobra a diferença com juros e correção.

Inconsistência em fiscalização cruzada

O fisco cruza as informações entre nota de fornecedor (entrada) e nota de venda (saída). Quando a entrada está com NCM "X" e a saída sai com NCM "Y" sem nenhuma transformação industrial, o sistema gera relatório automático e a intimação aparece em seguida.

Bloqueio na emissão de NFC-e

NCM inválido ou desativado faz a SEFAZ rejeitar a nota na hora da emissão. O resultado prático é cliente esperando no balcão, fila parada e caixa travado. Exatamente o tipo de problema que aparece no horário de pico.

⚠️ Onde o erro silencioso fica caro: cardápio extenso, classificação feita há anos sem revisão, fiscal que cruza dados e identifica NCMs incorretos em parte dos itens. O resultado costuma ser multa somada a recolhimento retroativo, valores que variam por estado e porte da operação. Revisão preventiva junto ao contador sai praticamente de graça.

Como facilitar o uso de NCM no dia a dia do restaurante?

Tratar NCM como problema isolado é receita para erro contínuo. O caminho passa por integrar a classificação à rotina do restaurante. Algumas práticas que funcionam bem:

Padronize o cadastro de produto

Use um modelo único de cadastro: todo produto novo entra no sistema com NCM, CFOP, CST/CSOSN e alíquotas validados antes de ir para o cardápio. Sem essa validação, o item não fica disponível para venda no PDV.

Mantenha um padrão entre lojas

Em restaurante com mais de uma loja, vale combinar com o contador um cadastro mestre de produtos, com NCM, CFOP e alíquotas definidos, e replicar manualmente em cada unidade. Esse cuidado evita o cenário clássico em que a loja A vende refrigerante com NCM correto e a loja B com código antigo.

Faça revisão semestral

A cada seis meses, vale gerar um relatório de produtos cadastrados e cruzá-lo com a TIPI vigente. Códigos desativados saltam à vista. É um trabalho de meia hora que evita problema sério em auditoria.

Use sistema de gestão integrado

Um sistema de gestão sério mantém o NCM no cadastro do produto, junto com CFOP e demais campos fiscais. Isso evita o caixa lançar código solto na hora do pico e faz a NFC-e sair com a classificação que o contador validou.

Treine o caixa

O operador de caixa não precisa se transformar em especialista fiscal, mas precisa saber que NCM existe, que cada produto tem o seu e que cadastro de produto novo não pode ser feito no improviso. Surgindo um item desconhecido, a regra é parar e chamar o gerente.

Como o SisFood entra na gestão de NCM no restaurante?

Antes de qualquer coisa, um aviso honesto que o próprio sistema mostra dentro do módulo fiscal: o SisFood emite a nota, mas a responsabilidade pela classificação fiscal (NCM, CFOP, CST, alíquotas) é do contador do restaurante. O sistema não valida automaticamente esses campos contra a SEFAZ antes de transmitir.

O que o SisFood faz é dar a estrutura para o cadastro ficar organizado e a nota sair com o que foi configurado:

Campo NCM no cadastro de produto: cada item do cardápio tem seu NCM gravado uma vez, junto com CFOP, CST/CSOSN e alíquotas. Quando a NFC-e é emitida, o sistema usa o que está no cadastro.

CFOP via dropdown no produto: o cadastro lista os CFOPs típicos do setor (5101, 5102, 5104, 5403, 5405, 6152). O usuário escolhe na hora do cadastro e o código é usado nas notas seguintes. Para operação interestadual, o indicador "interna ou interestadual" é marcado manualmente no momento de gerar a NF-e.

NFC-e e NF-e em um só lugar: emissão, cancelamento, carta de correção, inutilização de faixa, modo contingência da NFC-e, download de XMLs mensais e importação de NF-e por XML. A operação fiscal acontece dentro do mesmo ambiente em que o pedido é fechado.

O ganho prático é centralizar cadastro e emissão em um único lugar, com o contador definindo as classificações e o caixa apenas operando o pedido.

Perguntas Frequentes sobre NCM em Restaurantes

Restaurante precisa usar NCM?
Sim, sempre que o restaurante emite NF-e (modelo 55) ou NFC-e (modelo 65) com venda de mercadoria, o código NCM é obrigatório. Em emissão exclusiva de nota de serviço (ISS), o NCM não se aplica. Restaurantes que vendem em balcão, delivery ou marmitex precisam classificar cada item com NCM.
Como saber o NCM correto de um produto?
Existem quatro caminhos confiáveis: consultar a nota fiscal do fornecedor (já vem classificada), pesquisar na tabela oficial da Receita Federal (TIPI), pedir orientação ao contador ou usar um sistema de gestão que sugere o NCM no cadastro de produto. Nunca copie de fontes informais.
A tabela NCM muda todo ano?
A tabela NCM (TIPI) recebe atualizações periódicas via decretos e resoluções do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex). Algumas mudanças entram em vigor anualmente, outras durante o ano. Por isso, o cadastro de produtos do restaurante precisa ser revisado pelo menos uma vez ao ano.
Marmitex tem NCM?
Sim. Quando o restaurante vende marmitex como mercadoria (NFC-e), o item geralmente é classificado em códigos da posição 2106 (preparações alimentícias diversas) ou 1602 (carnes e miudezas preparadas), dependendo da composição predominante. A classificação exata deve ser validada com o contador, pois varia conforme a receita.
Posso copiar o NCM de outro restaurante?
Não é recomendado. Mesmo produtos com nome igual podem ter composição diferente e, portanto, NCM diferente. Copiar sem validar é uma das principais causas de autuação fiscal. O correto é validar com o fornecedor, contador ou Receita Federal.
O que acontece se eu usar NCM errado na nota fiscal?
Usar NCM errado pode gerar multa de 1% sobre o valor da operação (com mínimo legal), recolhimento incorreto de tributos, problemas em fiscalizações estaduais e federais, e até bloqueio na emissão de notas em casos reincidentes. É um erro silencioso que se acumula até virar passivo fiscal.
NCM é a mesma coisa que CFOP?
Não. O NCM classifica O QUE está sendo vendido (a mercadoria). O CFOP classifica COMO está sendo vendido (operação dentro do estado, fora do estado, devolução, etc). Toda nota fiscal de mercadoria precisa dos dois.
Bebida vendida no restaurante tem NCM diferente da comida?
Sim. Bebidas têm capítulo próprio na tabela TIPI (capítulo 22). Refrigerantes, cervejas, água e sucos têm códigos NCM específicos, separados dos códigos de comida pronta ou ingredientes. Por isso o cadastro do PDV precisa ser feito item a item.

Conclusão: NCM bem cadastrado é dinheiro economizado

NCM parece detalhe burocrático, mas na operação real do restaurante é uma das engrenagens silenciosas que decidem se o caixa vai fluir ou travar, se a fiscalização vai passar liso ou virar dor de cabeça e se o estabelecimento vai recolher imposto correto ou pagar multa por classificação errada.

O caminho prático é direto: organizar o cadastro de produto, padronizar com o contador, revisar com frequência e operar com um sistema de gestão que assuma essa rotina automaticamente. O restaurante que trata NCM como prioridade gasta menos com fiscal, vende mais rápido no horário de pico e dorme com mais tranquilidade.

No fim, cada minuto economizado em retrabalho fiscal vira tempo investido no que importa: cozinha, atendimento e crescimento.

Leia também (artigos relacionados):

NCM no cadastro do produto, NFC-e saindo direito

O SisFood mantém o NCM, CFOP, CST e alíquotas no cadastro de cada item. O contador valida uma vez, e a NFC-e sai com o que foi configurado. Veja como funciona na rotina do restaurante.

Quero falar com especialista
📖 Veja o guia completo do cluster: Guia Fiscal Completo para Restaurantes — visão geral com links para todos os tópicos aprofundados.

Vendas via WhatsApp:

Segunda à sexta das 10h às 19h